Tecnologia supre demandas específicas no contexto da diversidade brasileira

O estado do Acre é um dos que já vem investindo em tecnologia para dar suporte ao Novo Ensino Médio, com laboratórios de informática renovados nas escolas e distribuição de tablets com chips de conexão para todos os alunos e notebooks para professores. Danielly Matos, chefe da Divisão de Ensino Médio da Secretaria de Estado da Educação, Cultura e Esportes, explica que “Nós estamos investindo nas ferramentas digitais para as formações, nos recursos para avaliar, nos processos de ensino, mas a gente precisa de uma plataforma que conecte o estudante ao professor, em que possamos ter a interação e a mediação, além de monitorar e avaliar o processo de ensino e aprendizagem.
Em Rondônia, Luciana Nobre, Gerente de Desenvolvimento Curricular da Secretaria de Estado da Educação, afirma que, com a Rede de Inovação para a Educação Híbrida, será possível ampliar o atendimento já realizado pelo Estado às comunidades da área rural, como ribeirinhos, indígenas, quilombolas e do campo. Além disso, com o AVA será possível atender a todos os professores da rede, especialmente os que residem nos locais de difícil acesso, com formações e compartilhamento de práticas”.
O Wellington Fraga, assessor de currículo da Secretaria da Educação do Tocantins, mencionou que o público-alvo do estado para a implementação da educação híbrida, além do Ensino Médio, são os estudantes da modalidade Educação de Jovens e Adultos (EJA). Ele explica que o objetivo é “democratizar o acesso às mais diversas metodologias de ensino trazendo novas perspectivas de aprendizagem e possibilitando aos estudantes desenvolverem o protagonismo”.
A oficina propôs aos participantes uma reflexão sobre o cenário presente em cada estado, destacando os desafios e as oportunidades, além da definição de objetivos e estratégias, a partir de atividades interativas. Em rodas de conversa on-line os grupos discutiram questões de governança, identificando os atores mais importantes para a efetivação da nova modalidade. “Eles terão a oportunidade de ouvir as propostas dos demais estados e compartilhar as suas. O resultado esperado é que eles já saiam da oficina com o objetivo da educação híbrida estabelecido”, explica Debone.
“A partir dessa reunião, poderemos reunir a nossa equipe para otimizar nossas metas e objetivos relacionados a Educação híbrida, além de conhecer um pouco mais das características do projeto e as equipes de assessoramento”, afirma Jo Elder Vasconcelos, coordenador de tecnologia aplicada à Educação da Secretaria de Educação do Pará.
Para Josenildo Souza, técnico pedagógico da Coordenadoria de Desenvolvimento Escolar (CODESE), da Secretaria de Estado da Educação, da Cultura, do Esporte e do Lazer do Rio Grande do Norte, “as experiências compartilhadas nos ajudaram a enxergar o que já temos e o que precisamos fazer para que a nossa rede para o ensino híbrido tenha sucesso”.
“Precisamos de mais momentos como esse, porque compartilhar experiências é necessário; a expertise de um ajuda o outro”, conclui Danielly Franco, do Acre.
A primeira Oficina Interestadual foi organizada e facilitada pelas especialistas em implantação de educação híbrida Isabela Ewerton e Samantha Valencio, da equipe de implementação da RIEH.
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